Quando se fala em empreendedorismo, o que vem à sua cabeça? Arriscamos dizer que é a imagem de um jovem descolado, criando e rascunhando ideias, buscando investimento para vender seu produto no mercado.

Mas o verbo empreender vai um pouco além dessa premissa. Primeiro porque empreender não tem idade. E segundo que não precisa ter cargo para empreender: um pastor, um analista, um segurança, um agricultor um cientista pode empreender projetos e iniciativas inovadoras. Se tiver em um cargo de liderança, pode influenciar os colaboradores a terem este papel.

Mas isso só é possível se a empresa oferecer uma cultura forte que incentive o intraempreendedorismo, que pode estar associado desde iniciativas isoladas, até mesmo na própria estrutura da empresa e como as pessoas e os processos são organizados.

É aí que chegamos ao tema deste artigo. O intraempreendedorismo reúne as características de um empreendedor convencional (digamos assim), porém dentro do contexto onde ele está.

O intraempreendedorismo vem, portanto como uma forma das empresas e organizações inovarem, buscarem novas soluções para o mercado em que atua e também para solucionar problemas.

 

Intraempreendedorismo no Grupo Porto Seguro

O Grupo desenvolveu programas de inovação que têm relação com a Oxigênio (a aceleradora corporativa de projetos de inovação da Porto Seguro). Além dos tradicionais hackatons, são promovidas iniciativas de estímulo ao intraempreendedorismo. Desse modo, um colaborador pode criar uma solução nova para uma área, ou pode partir para montar sua própria empresa, ingressando neste caso em uma etapa de pré-aceleração.

Um case bem-sucedido da política de fomento ao intraempreendedorismo no Porto é protagonizado pela Electrowave, que dispõe de uma solução de monitoramento dos parâmetros da energia elétrica na residência dos segurados, possibilitando que se identifique a origem de eventuais danos elétricos.

De resto, a Oxigênio estabeleceu programas para cada uma das seis dimensões da gestão da inovação, buscando cobrir o espectro inteiro do processo: explorar e emergir, emergir e organizar, gerar possibilidades, gerar soluções, desenvolver efetivamente as soluções criadas e acelerar.

Veja aqui um pouco mais sobre as iniciativas inovadoras do Porto Seguro.

 

Incentivo ao empreendedorismo pela Amazon

Em maio de 2019, a Amazon americana anunciou o investimento de US$ 10 mil para os funcionários que se demitissem e se tornassem empresários independentes para a distribuição de pacotes para a gigante do varejo online.

Na ocasião, a Amazon disse que esse incentivo também incluiria três meses de salário para os funcionários que desejassem iniciar sua própria empresa de entrega e que eles teriam garantido um “volume de entrega constante” pela empresa. Veja a notícia completa divulgada pela Revista Exame.

 

Portanto, está claro que o intraempreendedorismo é uma super oportunidade de inovação, seja no impacto interno que gera para a empresa, seja também no incentivo para que os colaboradores também se tornem empresários e contribuam para o ecossistema inovador como um todo.

 

Agora algo que talvez você não soubesse.

A Aceleradora de Negócios Protagonistas, além de reunir empresários na busca por melhores resultados em seus negócios há mais de 2 anos, também possui um programa completo para que a sua empresa coloque o intraempreendedorismo para funcionar efetivamente entre os colaboradores, independentemente da área ou do tamanho.

Este programa funciona mesmo se:

  • Sua empresa é tradicional
  • Seus colaboradores insistem em dizer que não são inovadores ou criativos
  • Sua empresa possua sistemas rígidos e burocráticos
  • O tema inovação e empreendedorismo nunca tenha sido tratado antes entre os colaboradores

Esse programa funciona de modo customizado, passa por todas as etapas até o MVP (produto mínimo viável), com acompanhamento semanal.

 

Veja aqui os temas que nós abordamos dentro do Programa:

– Design thinking: Baseando no fato de que o cliente deve ser o foco do negócio, o design thinking vem como um método para criar e buscar soluções em busca de melhores experiências.

– Metas: As metas precisam ser específicas, mensuráveis, alcançáveis, realistas e com prazos bem definidos. E este tema é de extrema importância para os processos de inovação.

– Modelo de negócio: Vamos entender como é a criação de um modelo de negócio de uma maneira simples, utilizando a ferramenta Canvas.

– Protótipo: Tendo os processos, as ideias e a concepção do negócio de forma clara, nesta etapa, o colaborador tem condições de criar o protótipo do produto ou do serviço e colocar para testar.

– Pitch: Todo empreendedor deve também ter condições de vender e o pitch é o roteiro que todos devem ter na ponta da língua para qualquer momento em que tenha a oportunidade de vender sua ideia.

Este programa já foi colocado em prática na Vedacit em um período de 5 meses dividido em 2 projetos, um para a área de inovação no varejo e outro na área de qualificação de mão de obra.

 

Veja abaixo a entrevista com Luis Fernando Guggenberger, responsável pela iniciativa dentro da empresa.

 

– De que forma o intraempreendedorismo se insere na estratégia de inovação e sustentabilidade da Vedacit?

O intraempreendedorismo é parte de nosso 3º pilar na estratégia de inovação da Vedacit, o da inovação de dentro para fora. E o que é isso? Trata-se de estimular os colaboradores para que desenvolvam iniciativas com potencial para se transformar em novos negócios, canais e mercados para a empresa. Para que isto funcione é fundamental introduzi-lo dentro dos elementos da cultura da empresa, ou seja, criar um ambiente que favoreça o desenvolvimento de ideias dos colaboradores, que os estimule a tomarem riscos etc.

 

– Como funciona o “Makers”?

Denominamos Makers o grupo que está participando da experiência piloto com a participação da Vedacit na criação do 1º Centro de Intraempreendedorismo, capitaneado pela Fundação Dom Cabral e a Liga de Intraempreendedores, com mais 06 empresas co-investidoras. Demos o nome de Makers, pois são as pessoas com talento e capacidade para fazer acontecer a transformação da cultura da Vedacit, capazes de tornar suas ideias em algo transformador para o nosso negócio e para a sociedade. Além disso, tivemos 2 pessoas da área de Gente & Gestão que ocuparam o papel de catalisadoras, cujo objetivo é aprender sobre o processo para garantirmos nos nossos programas de desenvolvimento interno elementos que favoreçam a criação de um ambiente dentro da empresa acolhedor ao intraempreendedorismo.

 

– Qual a principal contribuição dos Protagonistas nesse processo?

Os Protagonistas foram de suma importância para dar apoio aos grupos. Sentimos a necessidade de um parceiro com experiência em metodologias de inovação que pudesse criar uma jornada estruturada aos participantes e principalmente contribuísse com o ritmo das entregas e execução do planejamento dos projetos. Um ponto de destaque foi o desafio constante dado pelo Marcelo Pimenta e pela Paola Tucunduva em estimular os participantes a ir pra campo validar as suas ideias o tempo todo, fazendo-os ter maior propriedade sobre os públicos alvo das iniciativas e sobre o projeto.

 

– Que lições gostaria de compartilhar com quem não tem certeza da eficácia de um projeto como este?

É importante ter coragem e espírito de experimentação. A iniciativa é piloto para todos os envolvidos, logo o 1º Ciclo trará muito mais aprendizados do que resultados na prática e ter a consciência de mais ricos do que os projetos, é o desenvolvimento do capital humano da organização que deve prevalecer, para que nos ciclos subsequentes você efetivamente tenha resultados de novos negócios para as empresas, resumindo, é um processo de plantio de sementes, que cabe à organização regá-las para que dêem árvores com bons frutos.

Além destes principais pontos de tomada de consciência que tomamos, a experiência contribuiu muito para aprendermos a trabalhar com equipes multifuncionais, encorajamento dos profissionais a tomarem risco e abrir a cabeça para o novo, o diferente.

 


 

Agora que você já sabe que pode realizar um programa de inovação que incentiva o intraempreendedorismo dentro da sua organização, o que te impede de começar?

Nós, dos Protagonistas, nos colocamos à disposição para uma reunião para conhecer a realidade da sua empresa e as expectativas e, então, desenvolver um programa adequado e personalizado ao negócio.

O programa contará com toda a expertise de 2 empreendedores que têm conhecimento de causa e sabem o que é preciso para criar e desenvolver uma cultura de inovação e criatividade e influenciar pessoas nesse propósito.

Marcelo Pimenta se formou em jornalismo, é professor de Gestão da Inovação na ESPM e é empreendedor há 25 anos. Vem mostrando pelo Brasil afora que criar e inovar é bem mais descomplicado do que se imagina.

Paola Tucunduva carrega na veia o sangue empreendedor e, desde muito nova, já aprendeu que empreender é para os fortes. Tem uma vasta carreira como mentora e instrutora e é responsável por ajudar empreendedores a criar metas que se cumprem.

Então, não espere mais nenhum dia para levar a sua empresa para um outro nível, daquelas que não permitem que a burocracia e o tradicionalismo a impeçam de crescer, inovar e levar valor ao cliente.

 

Faça aqui um pré-cadastro. Após recebermos suas informações, vamos fazer uma análise e marcar uma reunião sem compromisso. Esse diagnóstico será essencial para apresentar uma proposta adequada ao momento em que sua empresa está vivendo e quais as soluções ideais.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *